sábado, 25 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Herberto Helder é considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É um dos introdutores do movimento surrealista em Portugal nos anos 50, porém retomando sua trajetória, o escritor atravessa por várias correntes literárias, segundo minhas pesquisas.
O conto “Teoria das Cores” está contido na obra intitulada “Os Passos em Volta” de 1970, um livro de contos onde Herberto reuniu textos de belas qualidades poéticas. Lindas interpretações de sonhos, a meu ver.
Neste conto, nota-se que tudo na vida é uma metamorfose. Esta concepção foi adquirida pelo personagem do texto ao observar a “natureza” e todas as suas possibilidades existentes, sendo este o objeto de reflexão que o leva a um novo conceito.
E este é um texto de libertação. No momento que o artista percebe que tanto na vida - plano real, quanto na arte - plano da imaginação, tudo é cabível de mudança, ele rompe com os termos já estabelecidos e pinta o peixe com uma nova cor.
Nanda Augusta.
"Não devemos tender à limitações, mas à libertação.Só a liberdade nos permite acolher o futuro." Wassily Kandinsky.
O conto “Teoria das Cores” está contido na obra intitulada “Os Passos em Volta” de 1970, um livro de contos onde Herberto reuniu textos de belas qualidades poéticas. Lindas interpretações de sonhos, a meu ver.
Neste conto, nota-se que tudo na vida é uma metamorfose. Esta concepção foi adquirida pelo personagem do texto ao observar a “natureza” e todas as suas possibilidades existentes, sendo este o objeto de reflexão que o leva a um novo conceito.
E este é um texto de libertação. No momento que o artista percebe que tanto na vida - plano real, quanto na arte - plano da imaginação, tudo é cabível de mudança, ele rompe com os termos já estabelecidos e pinta o peixe com uma nova cor.
Nanda Augusta.
"Não devemos tender à limitações, mas à libertação.Só a liberdade nos permite acolher o futuro." Wassily Kandinsky.
“Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás de uma cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro, onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor – sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente que assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas, como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou o peixe amarelo.”
HELDER, Herberto. Teoria das Cores. In: Os passos em volta. Lisboa: Assírio & Alvim, 2001. Postado por Sebastião Edson Macedo. Acesso disponível em:< http://litportvertentes.blogspot.com/2008/08/teoria-das-cores-herberto-helder.html>. Acesso em: 09/04/2009 às 14h24.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro, onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor – sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente que assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas, como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.
Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou o peixe amarelo.”
HELDER, Herberto. Teoria das Cores. In: Os passos em volta. Lisboa: Assírio & Alvim, 2001. Postado por Sebastião Edson Macedo. Acesso disponível em:< http://litportvertentes.blogspot.com/2008/08/teoria-das-cores-herberto-helder.html>. Acesso em: 09/04/2009 às 14h24.
sábado, 18 de abril de 2009
rs..ah, sou louca admito.
e a vida é doce como uma "bicicletinha".
e a vida é doce como uma "bicicletinha".
quinta-feira, 16 de abril de 2009
"A funçao da arte não é a de passar por portas abertas, mas a de abrir portas fechadas."
(Ernerst Fischer)
(Ernerst Fischer)
249
Wild Nights — Wild Nights!
Were I with thee
Wild Nights should be
Our luxury!
Futile — the Winds —
To a Heart in port —
Done with the Compass —
Done with the Chart!
Rowing in Eden —
Ah, the Sea!
Might I but moor — Tonight —
In Thee!
(Emily Dickinson)
Wild Nights — Wild Nights!
Were I with thee
Wild Nights should be
Our luxury!
Futile — the Winds —
To a Heart in port —
Done with the Compass —
Done with the Chart!
Rowing in Eden —
Ah, the Sea!
Might I but moor — Tonight —
In Thee!
(Emily Dickinson)
Minhas Lágrimas
desolação de Los Angeles,
a Baixa Califórnia e uns desertos ilhados por
um pacífico turvo
a asa do avião
o tapete cor de poeira de dentro do avião
a lembrança do branco de uma página
nada serve de chão
onde caiam minhas lágrimas
****Caetano Veloso.
desolação de Los Angeles,
a Baixa Califórnia e uns desertos ilhados por
um pacífico turvo
a asa do avião
o tapete cor de poeira de dentro do avião
a lembrança do branco de uma página
nada serve de chão
onde caiam minhas lágrimas
****Caetano Veloso.
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